É você!
O tempo todo ao meu lado. Sempre foi você. Não é?
É você, não é?
Sintonia Plena
Uma nova parte de mim, em você. Pensamentos soltos, desconexos, intensos.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Nascimento
Entrou, tirou os sapatos e caminhou até o quarto escuro, quente e abafado. Jogou sua mochila no chão e deparou-se com um bilhete amassado em cima da cama.
"A pedra não é só pedra por ser pedra. A pedra é pedra, porque é pedra. E uma vez sendo pedra, sempre pedra será."
A janela estava fechada.
Ela então, abriu a janela e sentou-se próxima as estrelas.
Seria ela, pedra?
"A pedra não é só pedra por ser pedra. A pedra é pedra, porque é pedra. E uma vez sendo pedra, sempre pedra será."
A janela estava fechada.
Ela então, abriu a janela e sentou-se próxima as estrelas.
Seria ela, pedra?
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Água
"A água é submissa, mas tudo conquista. A água extingue o fogo ou, diante de uma provável derrota, escapa como vapor e se refaz. A água carrega a terra macia, ou quando se defronta com rochedos, procura um caminho ao redor. A água corrói o ferro até que ele se desintegra em poeira; satura tanto a atmosfera que leva à morte o vento. A água dá lugar aos obstáculos com aparente humildade, pois nenhuma força pode impedi-la de seguir seu curso traçado para o mar. A água conquista pela submissão; jamais ataca, mas sempre ganha a última batalha."
(Tao Cheng de Nan Yeo, estudioso taoísta do séc. XI, citado por Blofeld em seu The Wheel of Life)
(Tao Cheng de Nan Yeo, estudioso taoísta do séc. XI, citado por Blofeld em seu The Wheel of Life)
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Adeus é como quando a chuva seca percorre os caminhos mudo
(Este é um texto de despedida).
Sinceramente espero que ele não o encontre. Porém, caso encontre, espero que guarde com carinho.
-
Eu te disse, sem você, não sou nem um por cento de mim. Sempre é tão difícil dizer adeus. Ainda mais quando sei você continuará por aí, tão vivo. Mas é preciso. Viveria uma vida inteira ao seu lado. E eu o amo tanto assim, a ponto de deixá-lo, apenas na esperança de saber que você será muito feliz. Bem longe. E quer saber? Não há outra maneira, você será pai e provavelmente, casará. Talvez eu tenha confiado demais no destino. E esperado demais. Agora sua estrada já está definida e o que me resta é conhecer meu caminho. Minha vontade é ficar, mas não faço parte dessa história.
Ontem vi um rapaz segurando sua filha. E me lembrou de você. Foi como se visse a lembrança do seu futuro. Eu sei que você vai ser muito feliz. Eu sei que será.
Nosso tempo passou. Enquanto para você, fui apenas brisa, aqui você devastou o meu universo inteiro. Eu te amo. Sempre te amei e sempre amarei. Vou te levar dentro da alma.
-
Você disse: "Eu lembro tão pouco de você”.
Ah, mas eu lembro tudo sobre você.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
E se....
eu fechasse meus olhos e desejasse com toda sinceridade reviver um dia.... só por alguns minutos..... será? Será que conseguiria?
(...)
(...)
Pela Janela
Observo a noite quente e abafada. O asfalto e suas pressas tornam a vista sufocante. Na cidade não há horizontes para orientar meus sonhos e luzes artificiais escondem as estrelas da via láctea. É tudo calor e cinza. A janela está escancarada, mas não há vento. A única visita é dos pernilongos e mosquitos, que rasgam e sugam minha essência. Não sou ninguém aqui. Nem quero ser. O tempo passa e agora é madrugada. Junto com o tempo, meus pensamentos vão escurecendo. E ouço as dores de minh'alma através dos conselhos do silêncio. É hora de dormir, mas a cama está bagunçada e desconfortável. Nem banhos resolvem o suor da pele. São as nostálgicas madrugadas de verão. Dessas que quase ninguém diz. Na cama busco o frio do lençol, enquanto deixo os pés descobertos. Mudo de posição. Uma. Duas. Três vezes. Então, um maldito mosquito canta em meus ouvidos e preciso levantar para matá-lo. O ódio alimenta minha sede e não o acho. Viro o copo e água gelada descendo pela garganta refresca meu corpo. Volto a deitar. Mudo de localização Uma. Duas. Três vezes. Agora a vontade é de ir ao banheiro. Saco. Aproveito e lavo o rosto. Gosto de sentir a água cair no meu rosto e desejo poder mergulhar nessa pia. Ao deitar, respiro fundo. Deixo a janela e as cortinas abertas. Não há vento e as estrelas estão ofuscadas pela luz artificial da cidade. Mas eu sei que elas estão lá. E sorrio. Deito de costas, toda torta. O lençol perdeu-se entre razões e soluções. É quando então, durmo.
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